A mulher na História da Música.

Nesses dias tenho corrido atrás de material sobre coro feminino! Tenho um trabalho a fazer sobre esse estilo coral! Então, nessa minha vida cibernética, tenho procurado textos interessantes Qunado encontrei essse que fala do papel da mulher na História da música.



Texto de João-Maria Nabais

Publicado no suplemento das Artes e Letras do jornal O Primeiro de Janeiro do dia 2 de Junhio de 2008

Preâmbulo

Ao longo da História da Humanidade, a ação e o trabalho da mulher foram subalternizados e de certo modo negligenciados, já que estava obedientemente dependente sob a sombra tutelar onipresente do homem. Durante muitos séculos, sempre estiveram destinados ao homem todos os ofícios mais condizentes com o fenótipo da sua estrutura morfológica, de início, representada na figura do nómada, do caçador-recolector (recolhendo o seu sustento da Natureza), do guerreiro, cavaleiro ou militar, evoluindo à posteriori para tarefas remuneradas no círculo exterior à família. Assim, desde tempos imemoriais, a ocupação da mulher resumia-se sobretudo à sua função de cônjuge, mãe e dona de casa.

Após um longo e lento processo evolutivo, desenvolvido ao longo de milhares de anos, a matriz primacial, para a sua emancipação, vai radicar na Revolução Francesa e nos acontecimentos daí decorrentes com a proclamação dos princípios universais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, simbólicamente, imortalizados pela imagem de uma mulher, decidida e corajosa, disposta a saltar da tela, representada no quadro A Liberdade Guiando o Povo, pintado em 1830 por Eugène Delacroix. Em paralelo, a seguir à Revolução Industrial, muitas mulheres passam a exercer uma atividade laboral, embora a um nível remuneratório inferior à do homem. Lutando contra essa discriminação, algumas na viragem para o século XX, encetam outras formas de luta, ex. greves reivindicativas, tanto nos EUA como na Europa que vão levar à sua emancipação, drasticamente acentuada a seguir à última Grande Guerra.

A partir de agora, o papel feminino no mundo globalizado pós-guerra, produz uma mudança decisiva nos hábitos e nas tendências do costumado núcleo familiar, tornando-se a mulher maioritária em vários segmentos da sociedade moderna, tanto ao nível do ensino, da educação (basta ver a larga percentagem de mulheres a frequentar os cursos médios-superiores, em múltiplos ramos e especialidades e, o número igualmente elevado de licenciadas que todos os anos saem das nossas universidades, à conquista do mercado livre de trabalho, hoje cada vez mais restrito e competitivo, mesmo naquelas profissões que até há bem pouco tempo, estavam só destinadas a homens), bem como em lugares de chefia e mesmo na política. Hoje, apesar de serem maioria em muitas das profissões mais importantes, a discriminação (já para não falar do crônico problema da inserção sócio-laboral dos deficientes) mantém-se a nível salarial, na segurança do emprego, no rendimento de substituição na doença, na percentagem de desempregados ou nos casos em situação de reforma.
(...)

A linha do tempo no universo musical

Pode-se dizer que a música tem origem nos primórdios da civilização. A palavra Música deriva da arte das musas, numa referência à mitologia grega, verdadeiro marco da antiguidade clássica donde deriva toda a cultura ocidental.

Já na Pré-História, o ser humano comunicava com a ajuda de sinais sonoros recorrendo a paus, ramos, troncos, pedras, osso, etc., para tentar imitar os sons que diariamente ouvia na natureza, incluindo os gritos e cantos emitidos por pássaros e outros animais.

É a partir deste momento singular quando, intencionalmente, o Homem começa a produzir sons que se inicia a longa caminhada da História da Música. Os primeiros vestígios podem-se encontrar nas pinturas rupestres, onde aparecem desenhados os mais antigos apetrechos rudimentares de música, em cerimônias e ritos sociais, na evocação das forças da natureza, no culto dos mortos, na caça e na exaltação à guerra tribal, isto é, seria uma música de carácter mágico-religioso e ritualista. Primeiramente, usaria a voz e outros sons pela percussão de partes do corpo, ex. batendo as mãos e os pés, mas ao longo dos tempos, foi construindo outros utensílios, ex. à base de madeira, para acompanhar essas músicas e danças primitivas, cada vez mais elaboradas de modo, a melhor agradar aos deuses.

Nas primeiras grandes civilizações, a música induzia uma ação positiva em muitas das actividades sociais, outras vezes, era empregue como consolo ou necessidade lúdica.
Um bom exemplo é o Egipto dos faraós, em que a música e a dança acompanhavam de perto a vida do dia-a-dia, sendo a maioria dos personagens mulheres. A harpa, a lira e um género de alaúde eram muito usados, tanto na corte soberana como auxiliar e suporte no trabalho dos campos. A música sendo considerada de origem divina, estaria muito ligada ao culto das múltiplas divindades presentes.

Ao longo dos tempos, a música vai conquistando o seu espaço, com a aquisição de novas ferramentas: o órgão nas igrejas; o alaúde, a charamela (flauta rústica), a cítara, a sanfona, o realejo, a rabeca, o saltério, integrados na música popular profana. É na época dos menestréis e trovadores que se acentua o aperfeiçoamento da escrita musical. Surge na Idade Média, por esta altura, uma mulher notável que se destaca do panorama musical, sendo considerada uma das mais importantes compositoras de todos os tempos, o seu nome Hildegarda, natural de Bingen,
uma monja beneditina alemã, mística, filósofa, visionária, escritora (escreve também sobre medicina natural, tratamentos de diversas doenças, alimentação, pedras preciosas, etc.) e compositora, conhecida como a Sibila do Reno. A sua música, preservada ao fim de novecentos anos está hoje disponível em CD, sendo objecto de larga difusão.

Com a Renascença, o homem assume o seu papel de protagonista nas Artes Humanitatis. A Europa inicia assim, uma longa caminhada para a secularização, ou laicização que vai levar ao afastamento da Igreja dos caminhos do poder e do controle do saber. Até ao século XVI, a história musical progride quase exclusivamente no plano vocal. A música depressa irradia, com a ajuda preciosa da impressão musical.
Maddalena Casulana (c.1544-c. 1590), alaudista e cantora do Renascimento tardio, será a primeira compositora a ver a sua obra (essencialmente madrigais) impressa e publicada nos anais da música ocidental.

A transição para o Barroco é um tempo de grande criatividade. A música instrumental apelando a novas sonoridades atinge um nível equiparado à da polifonia vocal religiosa. Há um progresso na prática do fabrico e na arte, com a manufatura de novos instrumentos de corda, tais como: o violoncelo, violino, viola da gamba, de arco e contrabaixo. Muito se deve este aperfeiçoamento, a Antonius Stradivarius, célebre luthier1 italiano. As peças orquestrais adquirem uma dificuldade técnica superior e ganham um renovado e maior esplendor. Os instrumentos de tecla acompanham a mesma evolução e o cravo tal como o violino alcançam o seu estatuto de solista. Surge a Ópera e o Ballet.

Neste tempo, há algumas poucas mulheres que se destacam, entre elas
Francesca Caccini (1587-c.1640), mais conhecida, entre outros motivos, por ser a primeira compositora de sempre, a escrever uma ópera (talvez, a figura musical feminina mais importante entre os séculos XII e XIX), e Leonora Duarte (1610-1678), solista, também ela compositora, natural de Antuérpia, duma próspera família de genealogia sefardita portuguesa fugida à inquisição.

A importância e o papel das mulheres na música, dita clássica


“… Desejo mostrar ao mundo, a errônea presunção, tanto como pode a arte musical, de que só os homens possuem os dons da arte e do intelecto e de que estes dons nunca são atributos da mulher… “ (Maddalena Casulana)

Com o Humanismo, a datar dos séculos XIV-XV, a Europa é agitada por um amplo movimento de renovação cultural - o Renascimento, assente na redescoberta e reinterpretação da cultura clássica greco-romana.

As artes começam a centrar de novo, o ideal de harmonia, equilíbrio e beleza no corpo humano. E quem mais, senão a mulher para protagonizar esse modelo e arquétipo de serenidade e perfeição, isto é, a emoção estética do belo. Daqui a sua influência nas ciências e nas artes. A mulher torna-se a musa inspiradora tanto para poetas, músicos e artistas como em poemas (madrigais) e canções. A música passa a fazer parte da sociedade artística e intelectual desse tempo.

Através de pintores como Giorgione, Jan van Hemessen, Caravaggio, Jan Vermeer, Antoine Watteau, François Boucher, Fragonard, a figura feminina começa ser representada muitas vezes em lugar de destaque,cantando ou tocando vários instrumentos.

Até aqui, era crença assente que a mulher não possuía as qualidades emocionais e intelectuais obrigatórias para apreender a luz do conhecimento, sendo até considerada nociva essa mesma aprendizagem, porque podia desviá-la da sua função primacial de mulher e mãe.

Além do mais, as mulheres não eram bem aceitas, sendo consideradas pessoas pouco dignas, se fizessem parte como solistas ou intérpretes, em espaços onde até então, os homens tradicionalmente dominavam, como seriam as orquestras e os salões de ópera, melhor dito, a arte da música estava-lhes vedada como modelo respeitável de profissão. Este espírito vigente, ao atravessar transversalmente toda a história da música, anula a esperança de uma possível carreira, o que explica os poucos nomes que se distinguiram no panorama musical feminino até ao passado século.

Segundo consta, a própria Luísa Todi, já famosa além-fronteiras, ao voltar a Portugal em finais de setecentos, precisou de uma autorização especial, pois por cá, era ainda proibido às mulheres atuarem em público. Essa liberdade, só irá verdadeiramente acontecer, em plenitude, na sequência do 25 de Abril.

Com o advento do século XIX e do Romantismo, os músicos tornam-se livres de tutelas, passando a ser também respeitados no seu estatuto profissional, ao adquirir o direito de auferir um salário justo e adequado durante as suas tournées anuais. Alguns passam a ser venerados como as atuais estrelas de cinema e da pop-music.

A mulher começa, gradualmente, a ter um papel mais participativo na música sendo agora, socialmente, melhor aceita, num período de maior liberdade na expressão de paixões e sentimentos. No entanto, as suas próprias composições têm dificuldades em chegar às salas de concerto e as obras quase nunca são publicadas.

Vários nomes sobressaem, numa listagem de mulheres compositoras que viveram nos últimos 250 anos, feita por Diana Ambache (a única mulher da Grã-bretanha, a fundar e a dirigir a sua orquestra clássica de câmara), tais como: Marianne Martinez (1744-1812), Louise Farrenc (1804-1875), Fanny Mendelssohn (1805-1847), Ethyl Smith (1858-1944), Nadia Boulanger (1887-1979), Germaine Tailleferre (1892-1983).

Além destas, é justo sublinhar a pessoa de Clara Schumann - “No que à arte diz respeito, você é suficientemente homem” (Joseph Joachim e o seu pensamento sobre Clara Schumann) -, ela própria proveniente de uma família de músicos, que vai conquistar uma emérita carreira de pianista, concertista e compositora alemã, após estar casada com o grande músico e criador romântico Robert Schumann, até à morte trágica deste num hospício para loucos em 1856. É uma das mais conhecidas intérpretes de sempre, ao mesmo tempo que teve de lutar contra a natural resistência e misoginia do espírito dominante à época - para a mulher estava destinada o cuidar da casa, aprender a bordar e costurar, além da educação dos filhos; aquelas poucas que não professassem num convento, o máximo a que podiam aspirar era dar lições de piano aos filhos das elites.

Com o apoio incondicional do seu amigo de longa data, Johannes Brahms, compôs uma série de peças para piano, orquestra, música de câmara e lieders, sendo uma das mais admiráveis executantes do repertório romântico. É hoje pacífico aceitar como um dos maiores talentos musicais desde o tempo em que viveu.

Clara Schumann Preludio e Fuga,por Seung Kim

Já nessa altura e ainda hoje, embora menos, o universo profissional da música tal como uma arte apolínea tem sido dominada pelo homem, o que cria as maiores dificuldades de afirmação à mulher, mesmo que demonstre boas qualidades técnicas e especial sensibilidade interpretativa. Presentemente, o panorama musical está à mudar, vendo-se até uma coisa impensável há alguns anos atrás, mulheres na direcção orquestral.

E os últimos estudos mostram que as mulheres consomem cada vez mais cultura em relação aos seus parceiros e competidores mais diretos, os homens. Lêem mais, são assíduas frequentadoras do teatro, do cinema, e vão mais vezes a museus e exposições e, estão mais atentas às últimas novidades.

1 Derivação da palavra francesa luthier (fabricante de instrumentos de corda), de luth (alaúde) mais o sufixo, -ier. (Dic. António Houaiss).

Você pode conferir nesse site diversas biografias de compositoras!:
http://www.kapralova.org/DATABASE.htm


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Barroco



O nome Barroco, vem provávelmente de Portugal e significa uma pérola ou uma jóia mal formada. Esse termo era usado para caracterizar ornamentos esxcessivos. Mais tarde é que veio a classificar o peroido do nascimento da óper e do oratório até a morte de J.S. Bach com esse termo. "Barroco".
Durante ess período, foi se perdendo o custume no uso dos modos, os compositores começaram a usar as notas bemóis e sutenidos. Desenvolveu-se então o sistema tonal maior e menor, onde a harmonia teria base nosa dois seculos seguintes.
No séc. XVII, surgiu grandes estilos musicais, tais como: a ópera, o oratório, as suítes, o concerto e a sonata. (ver o post, intr. ao Barroco).
Nesse período a orquestra começa a ser regulada, como a substituição da viola pelo violino e de modo gradual a orquestra foi tomando forma.
Parece até que essas grandes mutações sofridas preparavam terreno para dois gigante do Barroco Tardio: Bach e Haendel.
A música estava sofrendo do exagero contrapontístico, mal se podia perceber a letra que cantava. Em Florença, Itália, um grupo de escritores e músicos auto-denominados "camerata", chegaram a conclusão de que a música deveria estar mais clara em função de estar mais intendível. partido dessas experiências, foi que surgiu a "monodia", com uma melodia mais simples, coja uma única voz é sustentada por uma linha de baixo intrumental, sobre qual os acoreds eram formados.

exemplo de monodia, na música if love me, se vocês me amarem.

Uma linha melodica, articulava segundo as articulações da prória fala, de acordo com os significados delas memas,meio cantado, meio falado, que ficou conhecido como recitativo. como podemos ver abaixo, o recitativo - Dido and Aeneas, "When I am laid in earth" (Emma Kirkby) de Purcell.


O acompanheto, o mais simples possível, no baixo, existia como se um resumo que o compositro criava sempre para um instrumento grave de corda, como o cello por exemplo. Essa linha recebeu o nome de "Baixo contínuo", ja que ela era executada durante toda a peça.
No entanto os compositores tinham necessidade de estruturarem os acordes, e utilizavam do cravo ou órgam, muita das vezes para isso.

Jacopo Peri em 1597, utiliza-se dessas idéias e aplica a todo um drama musical que poderíamos considerar como a primeira ópera O nome da ópera era Dafine, que tratava, como muitas das óperas subsequentes, uma antiga lenda Grega. Infelizmente, essa ópera se perdeu, nos restando apenas alguns fragmentos.
Mas a primeira ópera que temos ainda na íntegra, é Eurídice de Peri e caccini.


Então, novas óperas óperas foram aparecendo, o que tornou a idéia cada vez mais popular. Nas primeiras óperas, existiam trechos para pequenos coros, os acordes eram simples, os instrumentos eram reunidos mais oou menos ao acaso.Os recitativos eram bem monótonos. Para esse estilo sobreviver era necessário alguém que desse um tom a mais e maior em suas emoções nesse estilo. Um desses foi Claudio Monteverdi, que teve garande destaque do fim do séc XVI ao início do séc XVII.


ópera Cerimônia Nupcial de Orfeo e Euridice. Monteverdi, Orfeo, 1 ato.

Essa nova monódia, caminhando para uma melodia era construída sobre acordes simples, como podemos ver no vídeo acima.
Mais tarde, compositores no sec XVI continuariam a uasr o recitativo como forma de narrar um evento histórico embóra dnado uma importÂncia maior ao que chamaria de ária(canção)revelando emoções e pensamentos nos personagens, conforme ainda estavam sendo afetados no desenrolar da história.

Existiam, duas espécies de recitativos: o recitativo secco e o accompangnato. O secco era sustentado por acordes simples no baixo contínuo.
e o accompagnato, ou stromentato era usado pelo compositor, para dar ênfase maior, então, ele usava a orquestra. A orquestra ainda dispunha de peças próprias a ela para serem tocadas nas óperas. e podiam contar com a presença de coros e usavam ainda frequentimente a dança.
Alessandro scarlatti, era o compositor de ópras, italiano, mais popular no fim do séc XVII, Muitas vezes, suas óperas iniciavam-se com abertura e existiam três partes: rápida-lenta-rápida. A abertura Italiana, partiu desta idéia, sendo ela prórpia.
A importância de Alessandro esta no fato de que a partir dele desenvolveram-se as sinfonias clássicas.


Griselda, uma ópera séria no terceiro ato de Alessandro Scarlatti, Baseada na história de Patient Griselda para Boccaccio's Decameron. Scarlatti's ópera tem sua primeira performance no teatro Capranica, Roma en Janeiro de 1721 com cinco castratis
1. Aria: Come presto nel porto crudele. Akademia für Alte Musik. hoje cantado por Bernarda Fink (Mezzosoprano).Dir. René Jacobs.

Scarlatti, compunha muito sobre a forma capo, ele escrevia um trecho(a), depois outro(b), e reptia o primeiro trecho(a), ou simplesmente usava ao fim da sagunda seção, a sigla D.C. Da Cappo, indicando a repetição da primeira parte, esperava-se também que os cantores fizeseem improvisos vocais na repetição da primeira parte.
Na França, Lully e Rameau eram os operístas.
Lully era músico da cortede Luis XIV, o "Rei sol". Suas óperas iniciavam com a aberura Francesa, lenta e majestosa, ritmicamente pontuada e incisiva conduzindo a uma seção mais rápida e imitativa, com dança, ballett, fantasías e cenários magníficos que as vezes o próprio rei fazia parte.
Na ainglaterra, era lenta a adoção desse gênero. A única ópera inglesa datada desse período, séc XVII, era "Dido e Enéias, de Henry Purcell, por sinal, uma pequena obra prima.


Dido & Aeneas, Opera de Henry Purcell- soprano Janet Baker, "Thy hand, Belinda (Vossa mão, Belinda), que em seguida leva ao profundo e comovedor lamento: "When I an laidain in earth..." (Quando eu jazer na terra...). Purecel, usa nessa passagem, o baixo ostinato, que ele tanto gostava.

continua...


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Introduçaõ ao Barroco

Barroco
1600 até 1750
Período mais longo da história da música.
Barro: contraste claro/escuro, forte/fraco.
Veio logo depois do renascimento. O homem se liberta da renascença.
Podemos classifi-cálo como: Início do Barroco, Barroco, e pós Barroco / Barroco tardio.
Uma das características musicais desse período são os excessos de ornamentos.
Nesse período o violino substitui a viola. strauss.
Surge também a ópera,

Caballe's sposa son disprezzata (esposa despresada)-Vivaldi / Montsi's pianissimi
Nicola Rescigno conducting

o concerto solista,

Concerto de Vivaldi para Fagote em Do maior, interpretado por Alex Salgueiro e alunos da ESMUC.
o concerto Grosso,

Concerto Grosso, Opus 6 No. 8 de Corelli interpretado por Seraphina
I.Vivace - Grave; II. Allegro; III. Adagio - Allegro - Adagio; IV. Vivace; V. Allegro

as sonatas de câmara,

ANTONIO VIVALDI (1678-1741)
Trio sonata "da camera" for two violins and basso continuo in G minor Op. 5 No. 6 RV72 / 2. Allemanda / 3. Air - Menuet. Performed by the Purcell Quartet

as sonatas de igreja,

Sonata No. 6 in G major, BWV 1019 / (I) Allegro (II) Largo (III) Allegro (piano solo: Kentner) (IV) Adagio (V) Allegro
Composer: Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Performers: Yehudi Menuhin (1916-1999) & Louis Kentner (1905-1987)
Recorded: London, 1951

e através dos concertos, as suítes.

François Couperin - Première Suite: Passacaille ou Chaconne.
Jordi Savall (Basse de viole), Ton Koopman (Clavecin), Ariane Mourette (Basse de viole).

Abertura (Overture)

Monteverdi (Overture to l'Orfeo)

Prelúdios

Capriccio Stravagante #3 - Couperin : Prélude en la majeur

Partitas

Bach Partita 4 for Harpsichord - Corrente

Os Principais oratórios

Apresentação do oratório "O Messias" (G F Haendel) pelo coro oratório do STBSB no dia 27/05/08. Local: Capela do Seminário (Tijuca - RJ). Regente: Ms. Rodrigo Affonso

Cantatas e

coro Heinrich-Schutz Tokyo & Ubiquitos Bach. Cantat de J.S.Bach's BWV147-6. Cond. Yumiko Tanno

Paixão (cantata falnado sobre a paixão de cristo)

Joahnn Sebastian Bach - Matthäus Passion (BWV 244):
Collegium Vocale Regente: Philippe Herreweghe

A orquestra, nesse período está mais organizada e temos como característica musical o trama polifônico, fugato.
Ex.Glória de Vivaldi (cum sacto spiritu)


Marcus Gerhard.


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apresentação

Oi Galera, Sou Marcus Gerhard. Markus do latim (quer dizer, grande orador, gosto de uma expressão q ouvi uma vez, dizia: ungido de grandes palavras, não sei se sou assim, mas quer dizer meu nome) e Gerhard do alemão (quer dizer: lança forte, derivado provávelmente de antigos bárbaros). (Solteiro. rs.), sou músico, leciono nessa área (minha paixão), sou regente de coros graduados (divididos por faixa etária), amo canto, toco piano, sou compositro, não dos melhores, mas me esforço,minha praia é arranjo vocal e instrumental, trabalho com band´s, estou no 4 período da facul, amooooooooooooooo história da música ela é fundamental na performance dos diversos estilos e tempos. leio muito e em tudo que leito aprendo, até a não ler determinadas coisas. Minha intenção é postar por aqui um pouco do que tenho aprendido!!!
Boa leitura e abraços.
Prazer em conhecer-te.
Marcus Gerhard


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História da Música Ocidental

Introdução
O Renascimento foi um movimento cultural muito complexo, que nasceu na Itália, por volta do século 14, e se espalhou pela Europa cem anos depois. Para o seu surgimento contribuíram centenas de causas existenciais e comerciais. Entretanto, podemos levantar algumas características gerais: O humanismo, o cientificismo e o início da tecnologia atual, a valorização da cultura greco-romana, a liberdade de circulação de idéias, A economia capitalista com todas as sua conseqüências: o incremento comercial, as primeiras indústrias e o estabelecimento dos bancos, o ressurgimento das cidades e a solidificação das nações, o colonialismo, o imperialismo e a globalização, a suposta e imaginável supremacia européia cristã-ocidental, o pragmatismo político, as novas pesquisas científicas e a vitória do racionalismo na filosofia, a crítica religiosa e a diversidade de crenças, a fundação de universidades e a divulgação do saber pela imprensa etc...

A história passou por grandes revoluções no período renascentista. A visão do homem sobre si mesmo modificou-se radicalmente pois, no período anterior, todos os campos do saber humano tendiam a voltar-se para as explicações teocêntricas, isto é, a visão do homem basicamente tinha Deus como ponto de partida para todas as discussões acerca do universo, suas origens e seus mecanismos. Na renascença, o homem passou a voltar seu olhar sobre si mesmo, isto é, houve o ressurgimento dos estudos nos campos das ciências humanas, em que o próprio homem toma-se como objeto de observação, ao mesmo tempo em que é o observador.
No campo da ciência, o período foi um dos mais férteis na história da humanidade. Galileu Galilei, mesmo perseguido pela Igreja, afirmava não ser a Terra o centro de todo o universo. Pela constatação do movimento da Terra em torno do Sol, as teorias de Galileu seguiam em rota de colisão com os próprios conceitos religiosos vigentes: tal fato, por si mesmo, já era considerado um desafio às autoridades religiosas.

A invenção da bússola, assim como o aprimoramento das técnicas de navegação, facilitou a expansão marítima européia, resultando na nova rota marítima para as Índias, realizada por Vasco da Gama. Por outro lado, a pólvora, outrora utilizada meramente para a fabricação de fogos de artifício, passou a ser utilizada para fins militares. Desta forma, os colonizadores europeus passaram a obter vantagem bélica esmagadora sobre os povos dos territórios conquistados.

Leonardo da Vinci, talvez sendo aquele que mais personificou os padrões do homem renascentista, tendo sido pintor, escultor, arquiteto, cientista e músico, deixou contribuições nas artes (criou uma das mais populares pinturas na história das artes, La Gioconda, a Mona Lisa) além de realizar inúmeros experimentos científicos, entre eles os seus projetos de engenharia, que assombraram sua época.

Esta época marca o início do mundo moderno.
Música no período Renascentista

Por comodidade, adotamos esta denominação para a Música no período compreendido entre 1450 e 1600, mas, nela mesma, não aconteceu uma transformação profunda, igual à ocorrida em outras áreas do conhecimento humano, Pelo contrário, houve somente um desenvolvimento de algumas técnicas explicadas adiante.

Muitos historiadores justificam este rótulo dizendo que a Música "renasceu" durante o século 15, tendo, por pressuposto, desaparecido nos séculos anteriores. A atividade musical é inerente a todas as civilizações e nunca, em nenhum momento, deixou de existir, seja em rituais, seja em trabalhos ou seja em festas. Vimos quantas músicas em estilos diversos apareceram na Idade Média e nunca houve uma pausa. Outros ainda argumentam que "a música ficou mais alegre", baseando-se nos textos das canções populares da época, mas muitas canções medievais e hinos religiosos medievais "expressam" alegria.
Por último, os músicos do século 16 não conseguiram resgatar a música greco-romana. Somente apareciam referências àquelas culturas nas citações ou textos literários em canções e motetos ou em títulos de músicas instrumentais.

A música mesma não é da Grécia e nem de Roma !

Características gerais

A música ainda era escrita nos modos medievais, mas com muitas modulações, transposições, alterações cromáticas e até microtonais, nos gêneros medievais e sob a supervisão da Igreja Católica, orientando os padres-compositores.
A mudança mais interessante em relação à Ars Nova foi que o contraponto atingiu um alto grau de complexidade e sofisticação, com combinações intrincadas de até 64 vozes. Apesar do compositor fazer primeiro o cantus firmus, ele já começa a pensar na dimensão vertical da música, isto é, em harmonia, no movimento concatenado das vozes. A partir de então todas as partes têm que combinar entre si e nada pode ser colocado por acaso. Os acordes de terças e sextas eram usados em tempos fortes, mas os uníssonos, quartas, quintas e oitavas justas começavam e terminavam a música.
A imitação de melodias inteiras ou trechos é mais freqüente entre as vozes. Surge a subdivisão binária, isto é, a notação métrica, e abandonam teorias de ritmos medievais. Surge a idéia da fórmula de compasso. Ritmos de danças eram aproveitados. As cores das figuras tornam-se brancas para as longas e pretas para as curtas . Isto porque começaram a usar papel de cor branca, ao invés do pergaminho. (A palavra fusa vem do latim e significa "fragmento")
São feitas experiências acústicas como a multiespacialidade (exemplo: distribuição do coro em vários lugares da igreja) e efeitos vocais variados (gritos, resmungos e sons de animais, entre outros).

Há uma rica profusão de novos instrumentos na Europa que foram reunidos em famílias, chamadas consortes, (talvez esta palavra tenha vindo de concerto, "reunião" em latim), desejando extrair um som homogêneo da música. Assim apareceram os consortes da flauta doce, da viola da gamba, do cromorne, etc... Na maioria das vezes, todos tocavam em pé, costume que só acabou no final do século 18.
A música religiosa ainda era regida pela solfa em lugares pequenos, mas outros regem do órgão. Na música instrumental nos palácios, nos castelos e nas cortes surge a figura do "mestre da música", que, sendo primeiro-instrumentista do grupo, dirige todos no seu instrumento (cravo, flauta doce, viola medieval. violino, alaúde etc.).
As músicas eram escritas em pequenos cadernos chamados cartelas. Os compositores as escreviam a lápis e, depois de copiarem ou executarem as peças, apagavam tudo e compunham outra por cima. E, como a escrita se complicou e aumentou o número de vozes, escreviam todas as partes separadas.
Surge a imprensa musical. Muitas vezes as edições eram patrocinadas pelos reis ou nobres querendo homenagear ou prestigiar um de seus empregados-músicos.
3 – Música vocal

3.1 – Religiosa
Missas, hinos, motetos e outros cânticos eram compostos para suprir todas as necessidades católicas. Dois gêneros de missas apareceram: a "missa paródia", na qual o compositor citava alguma melodia preexistente, e a "missa paráfrase", na qual um canto gregoriano, muito modificado, era ouvido.

No final do século 16, os luteranos criaram para o seu culto uma música muito simples, feita para que todos os seus fiéis a cantassem, ao contrário da prática católica, muito elaborada. Esta música para o serviço luterano recebeu o nome de "coral". Ela é um movimento de acordes com melodias curtas, sem ornamentação e ritmos fáceis. As origens das melodias eram de temas folclóricos e cânticos católicos adaptados para a nova religião e criações próprias.
Então a Igreja Católica, descobrindo a vantagem deste estilo musical, procurou simplificar os seus próprios cantos. A alta cúpula eclesiástica, no espírito da Contra-Reforma, exigiu que os compositores evitassem toda a parafernália contrapontística e fizessem peças homofônicas e sem experimentações rítmicas. Basicamente, a música passou a ser escrita para um coro pequeno, sem acompanhamento instrumental, surgindo daí a expressão "coro a capella". Somente eram admitidos homens para cantar este repertório. As vozes agudas eram feitas por meninos, contratenores e "castratti".
Nesta época as vozes tinham os nomes:

Nome medieval Nome renascentista Significado e função
Supremus ou Superius Soprano (italiano) Escrita na parte superior da partitura,
é a voz mais aguda da música, carregando,
na maior parte das vezes, a melodia

Altus (latim) Contralto (italiano) Escrita acima do tenor, é voz mais grave
que a soprano, preenchendo a parte
intermediária da trama polifônica


Contraltus (latim) Contratenor (italiano) Escrita na pauta abaixo da altus é voz
mais aguda que o tenor e preenche a parte
intermediária da trama polifônica

Tenor (latim) Tenor Sua origem era a voz que sustentava o
cantus firmus, ficando entre a voz agudas e a
grave e preenchia a parte intermediária da
trama polifônica

Bassus (latim) Basso (italiano) Escrita abaixo de todas e na parte inferior da
partitura, passando a ter a função de tenor
ou sustentar o canto
Algumas vezes as vozes mais agudas ainda eram chamadas de "discantus" e "cantus", respectivamente.

No final deste período, soprano e contralto passaram a designar também as vozes femininas. Os termos para as vozes mezzo soprano ("soprano médio" em italiano) e barítono ("som pesado" em grego) só surgiram no século 17.
3.2 – Profana

Uma grande parte da documentação musical deste período é composta por músicas vocais profanas dos mais variados tipos, funções, estilos e origens: festas, comemorações, saudações, serenatas, reuniões em tavernas, teatro etc... E todo o tipo de gente a fazia: reis, princesas, bispos, músicos profissionais, bobos da corte e cantores de rua anônimos, entre outros.
A qualidade destas músicas era igual às canções do rádio e da televisão de hoje - eram compostas diariamente e logo caíam no esquecimento - e entraram para a História porque são exemplos da produção cultural do período.
Entre os gêneros renascentistas podemos destacar:
- frótola ("frutinha" em italiano): canção estrófica de tema amoroso com acompanhamento instrumental em uníssono ou ornamentado;
- villancico ("sertanejo" em castelhano): música com refrão e acompanhamento instrumental de vihuela - instrumento de cordas dedilhadas e outros instrumentos, dobrando a melodia, fazendo figurações e marcando o ritmo;
- chanson ("canção" em francês): escrita para conjunto a três, quatro ou cinco vozes, era trabalhada em contraponto nota-a-nota; o canto era silábico, desenvolvendo assim uma simplicidade harmônica e formal; os temas eram retirados de acontecimentos cotidianos, políticos, amorosos, eróticos, pornográficos etc...;
- madrigal ("mãe" em italiano): tem esse nome porque era cantado em italiano e não em latim; reuniu várias características da frótola, chanson e técnicas contrapontísticas; o canto era muitas vezes silábico; tinha acompanhamento instrumental; a forma dependia do poema; a temática era pastoril-amorosa; os compositores, querendo expressar o texto, fazem experimentações com a monodia - melodia-e-acorde, com as dissonâncias e com os ritmos.
4 – Música instrumental

Podemos dividir a produção instrumental renascentista em três grandes grupos:

4.1 – Erudita
Dentro da música ocidental, começa-se a esboçar uma preocupação em trabalhar com todos os parâmetros do som, em seus detalhes e nuances, além do seu nível de execução. Este tipo de procedimento pode ser chamado de música erudita. É uma denominação muito pesada, rigorosa e enfadonha, mas é preferível a música "séria", música "culta", música "elevada", música "clássica", música de "ponta", música de "pesquisa", música de "laboratório", música "experimental" etc...

Até então quem buscava isto eram os padres-compositores, mas somente para a funcionalidade religiosa da música. Agora as peças começam, pela primeira vez, a refletir a sua especificidade sonora, sem apoios literários, visuais ou funcionais, e até os seus nomes passam a ser dados segundo o seu aspecto estrutural.

Desenvolveram-se vários gêneros:
- canzona da sonar ("canção para soar" em italiano): versão instrumental de peças cantadas; as primeiras canzoni eram para teclado ou alaúde e depois foram escritas para conjuntos instrumentais;
- fantasia in nomine: tema e variações baseadas num tema religioso para teclado ou cordas;
- fantasia: peça livre contrapontística para teclado ou cordas;
- ricercare ("procurar" em italiano): peça com estilo imitativo para órgão ou alaúde;
- toccata ("tocar" em italiano): peça livre para teclado, com passagens virtuosísticas;
- sonata ("soar" em italiano): peça para instrumentos de cordas.
Usam-se os termos sinfonia ("reunião de sons" em grego) e concerto ("reunião" ou "ajuntamento" em latim) para designar peças para qualquer combinação instrumental e vocal, tanto religiosas quanto profanas.
4.2 – Dança

A produção era enorme porque os compositores tinham que fornecer músicas para todas as festas do castelo, palácio ou corte onde trabalhavam. Temos que contar as que também foram compostas para as festas populares e tavernas. As mais comuns, entre outras, eram a pavana, galharda, bransle, chacona e passacalha.
4.3 – Utilitária
Havia ainda composições específicas para algum serviço dentro do palácio. São marchas diversas (militares, nupciais ou fúnebres), músicas para cerimônias políticas ou execuções etc...
5 – Vida musical

Os músicos eram empregados das igrejas, das cortes ou das famílias ricas. A maior parte eram padres-compositores. Tinham contratos rigorosos e viviam sob ameaça constante de perda de emprego, sem falar nas rivalidades com outros músicos e empregados, agravadas ainda mais com as disputas e confusões políticas, religiosas, etc...
Todos compunham nos gêneros e temáticas da época por obrigação ou por vontade própria. Assim vemos lado a lado música religiosa, danças, marchas militares, música erudita e canções pornográficas nos catálogos dos compositores.
Alguns centros musicais e seus mais destacados compositores foram:
Holanda
Heinrich Isaac (c1450/1517)
Jacob Obrecht (c1450/1505)
Jan Sweelink (1562/1621)
Bélgica
Adrian Willaert (c1490/1562)
Cyprian de la Rore (?1515/1565)
Jacob Clement (?1510/?1556)
Johannes Ockenghem (c1410/?1497)
Nicolas Gombert (c1495/c1560)
Orlande de Lassus (?1530/1594)
Pierre de la Rue (c1460/1518)
França
Clément Janequin (c1485/1558)
Josquin Desprez (c1440/1521)
Inglaterra
William Byrd (?1543/1623)
Thomas Morley (?1557/1602)
John Dowland (?1563/1626)
Orlando Gibbons (1583/1625)
Itália
Gioseffo Zarlino (1517/1590)
Andrea Gabrieli (1533/1585)
Claudio Merulo (1533/1604)
Giovanni Gabrieli (?1553/1612)
Giovanni Pierluigi da Palestrina (?1525/1594)
Luca Marenzio (?1553/1599)
Carlo Gesualdo (c1561/1613)
Claudio Monteverdi (1567/1643)
Adriano Banchieri (1568/1634)
Espanha
Juan del Encina (1468/?1530)
Tomás de Victoria (1548/1611)
A música deste período foi sendo descoberta em meados do século 19 e divulgada através de estudos, edições, execuções e gravações. A herança musical do renascimento para a composição atual consiste nas técnicas do contraponto e dos princípios do tonalismo.

Fonte: geocites.com movimento.com
Editado e complementado por Marcus Gerhard


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Musica Antiga

Música antiga


Na História da música , o termo Música antiga designa a música desenvolvida na Idade Antiga , no seio das primeiras civilizações a utilizarem a escrita, estabelecidas em várias partes do mundo. A música desta época estabeleceu as bases para todo o desenvolvimento musical posterior.


As primeiras civilizações musicais se estabeleceram principalmente nas regiões férteis ao longo das margens de rios na Ásia central, como as aldeias no vale do Jordão , na Mesopotâmia , Índia (vale do Indo atualmente no paquistão), Egito ( Nilo ) e China ( Huang He ). A iconografia dessas regiões é rica em representações de instrumentos musicais e de práticas relacionadas à música. Os primeiros textos destes grupos apresentam a música como atividade ligada à magia , à saúde , à metafísica e até à política destas civilizações, tendo papel freqüente em rituais religiosos , festas e guerras . As cosmogonias de várias destas civilizações possuem eventos musicais relacionados à criação do mundo e suas mitologias freqüentemente apresentam divindades ligadas à música.



A bíblia Sagrada Cristã, Toráh, mesmo, nos deixa vários exemplos do povo hebreu e judeu e suas relações com a música. A música era usada para festividades religiosas, para celebrações seculares e momentos de tristeza e abatimento de alma, assim como fora com Davi e o rei Saul.
A música da antiguidade clássica , sobretudo a música grega estabeleceu as bases para todo o sistema de modos e escalas utilizado na música ocidental.



Mesopotâmia


Sumérios

Dentre os povos da Mesopotâmia , os Sumérios foram os que mais se destacaram culturalmente. De origens incertas, este povo estabeleceu uma civilização há cerca de 6 mil anos. A rica cultura de Sumer floresceu e influenciou, por mais de 3 mil anos, todos os povos da Ásia Central , como os assírios , cananeus, egípcios , fenícios , babilônios e hebreus . A música exercia papel importante nos ritos solenes ou familiares. Não foram encontrados registros de um sistema de notação musical, mas alguns documentos cuneiformes datados dos séculos XVIII a.C. a XV a.C. atestam a existência de uma elaborada teoria musical. Trabalhos de tradução publicados pelo padre Gurney e Marcele Duchesne-Guillemin entre 1963 e 1969 revelam que estas tábuas tratavam de um sistema de afinação para uma Lira de 9 cordas e, por extensão, permitem estabelecer que os sumérios possuiam, além das ascalas pentatônicas mais usuais, uma escala diatônica de sete sons.
Foram encontrados também, vestigios de diversos instrumentos avançados para a época. Uma harpa de cordas percutidas , ancestral do Piano , flautas de cana e de prata, liras de cinco a onze cordas, uma espécie de alaúde de braço longo e uma harpa com coluna de apoio (por volta do Século XXV a.C. ).


Assírios

Deixaram vasta documentação de sua cultura musical na forma de pinturas , esculturas , baixos-relevos e textos literários. Os músicos tinham papel proeminente na sociedade e são mais reverenciados que os sábios. A música, para este povo, era associada ao poder e os músicos dos povos conquistados sempre eram poupados e levados até as cidades assírias para que sua arte pudesse ser absorvida. Este é o primeiro povo que se tem notícia a formar grandes orquestras que podiam chegar a 150 componentes entre cantores e instrumentistas. nesse império avia um rei que lutavam contra os babônicos.



Egito


Estudiosos acreditam que a música no Antigo Egito tenha origens tão remotas como a da Mesopotâmia. Graças a afrescos em templos e túmulos , é possível reconstruir com relativa precisão o desenvolvimento dos instrumentos musicais e o uso da música na civilização egípcia. Entre o Sexto e o Quarto milênio a.C. , após o estabelecimento das primeiras cidades, a dança era a principal manifestação musical e os instrumentos provavelmente vieram do sul da África e da Suméria.

Na época do Império Antigo , entre a III e X Dinastias , c. 2635 a 2060 a.C. , a música egípcia viveu seu auge. Muitas representações mostram pequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas e flautas) e inscrições coreográficas descrevem danças realizadas para o Faraó . Acredita-se que este tenha sido o período de maior florescimento da arte musical egípcia .
No Império Médio ( XI a XVII dinastia ) conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre os instrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas, tambores e crótalos. No Império Novo ( XVIII a XX dinastia ), estes instrumentos se aperfeiçoam. A música passa a ter papel ritual e militar.

Alguns destes instrumentos foram encontrados em escavações de pirâmides , templos e túmulos subterrâneos do Vale dos Reis , mas infelizmente, nenhum deles de afinação fixa. Isso impossibilita definir que tipos de escalas musicais eram utilizadas. Não foi encontrado nenhum texto que permita deduzir a existência de um sistema de notação e também não há textos sobre teoria musical. Aparentemente isso se deve ao fato de que os músicos não gozavam, entre os egípcios, do mesmo status que tinham entre os sumérios. Muitos afrescos mostram músicos sempre ajoelhados e vestidos como escravos. A posição subalterna não permitia a transmissão dessa arte pouco valorizada através dos textos.

Podemos perceber musicalidade do povo registrada em suas gravuras como na imagem acima (Mulheres tocando flauta, alaúde e harpa. Afresco encontrado em Tebas , Egito . c. 1422 a 1411 a.C. ).

A cultura musical do Egito Antigo entrou em decadência junto ao próprio Império. Com as sucessivas invasões, a música do egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos, perdendo totalmente sua independência. Músicos gregos são contratados para integrar a corte e trazem consigo alguns de seus instrumentos. Até uma espécie de órgão hidráulico foi encontrado. Alguns musicólogos acreditam que os últimos vestígios da música faraônica ainda possam ser identificados na liturgia copta .


Hebreus
Graças à Torá e à extensa coletânea de textos religiosos legada pelos hebreus e judeus , é possível reconstruir com relativa precisão a história da música desse povo. Embora haja referências à música entre os descendentes de Adão , é provável que a música do povo hebreu só tenha conhecido seu desenvolvimento pleno e independente após o reinado de Davi (c. 1000 a 962 a.C. ). Antes disso, o povo hebreu era composto de tribos nômades e provavelmente sua música sofreu influências de todos os povos com que conviveu, como os caldeus , babilônios e egípcios . Somente após a fixação das 12 tribos em Canaã (c. de 1250 a.C. ) é que a música hebraica pode conhecer um desenvolvimento próprio. Infelizmente não há registros que tratem dos sistemas teóricos, escalas, estilos ou documentos sobre organologia.
O papel social da música, no entanto é bem conhecido e os textos do Antigo Testamento estão repletos de relatos sobre instrumentos e sua utilização religiosa ou em festas. Entre os instrumentos mais utilizados estão vários tipos de instrumentos de sopro ( trombetas e trompas , como o shofar , flautas , oboés ), percussão ( tambores , sistros e crótalos ) e cordas (como liras, cítaras e harpas). A música tinha papel importante nas festividades e nas atividades do Templo de Jerusalem.

Índia

A mitologia hindu diz que Shiva ensinou a música aos homens há cerca de 6 mil anos. No entanto, os achados arqueológicos demonstram que é pouco provável que uma civilização sedentária tenha se estabelecido no vale do Indo antes de 2500 a.C. . A civilização pré-ariana tornou-se prospera e é provável que uma cultura musical própria tenha se desenvolvido, possivelmente com influências da Mesopotâmia. Embora os Vedas (escritos entre 1500 a.C. e 500 a.C.]]) documentem a importância religiosa da música na civilização indiana e forneçam extensa informação mitológica, nenhum documento ou informação precisa sobre como seria essa música foi encontrado. Desse fato decorre que pouco ou nada se sabe sobre os instrumentos, escalas e toda a teoria musical na Índia Antiga.

China

Após o estabelecimento da civilização chinesa no Huang-He, a música começou a ter papel importante. Os músicos tinham um papel social respeitado e os instrumentos musicais tiveram grande desenvolvimento. Vários instrumentos de cordas (liras e cítaras) bem como o sheng (órgão de boca com palhetas livres ) já existiam no Terceiro milénio a.C.
O sistema de escala chinês ( sistema Lyu ), baseado em tubos diapasões que fixam as relações de intervalos foi criado no reinado de Huang-Ti ( 2698 a.C. a 2598 a.C ). Este sistema continua em uso até hoje com pouquíssimas alterações. Não se sabe se houve um sistema de notação, pois um decreto imperial em 212 a.C. ordenou a queima de todos os livros. Apesar disso, a música sobreviveu através de ensinamentos tradicionais e influenciou a música de todos os países do leste asiático .

Fonte: Wikipédia
Adapt. e complement.: Marcus Gerhard


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Continuação...

Missa de Notre Dame

Obra que merece um destaque especial dentre todas as que Machaut compôs, pois é inaugurante de uma nova era. Foi a primeira missa composta para quatro vozes ( tenor, contra-tenor , motetus e triplum ) em estilo polifônico . Na missa de Notre Dame (nossa Senhora), Machaut utiliza a polifonia para o ordinário, enquanto o próprio era cantado em unísso e em estilo gregoriano . Na parte polifônica, ele dispõe de duas técnicas. A primeira é a técnica do cantus firmus , onde o tenor canta longas notas enquanto as outras vozes trabalham os melismas nos novos ritmos desenvolvidos na ars nova acima e abaixo da tessitura do tenor. A segunda, em estilo silábico, isto é, uma nota para cada sílaba, todas as vozes cantam juntas o texto. A missa foi composta para um dia de festa mariano, seja ele a Natividade da Virgem, a Purificação, a Anunciação ou a Assunção, onde bastava conservar o ordinário e adaptar o próprio para cada ocasião. Machaut utiliza em toda a peça os chamados ritmos modais , e, lhe era necessário ouvir a música para conseguir entendê-la e reelaborá-la. A missa é considerada a primeira grande obra racional cíclica composta contrapontisticamente , isto é, foi a primeira missa completa composta com a reexposição temática.



Agnus Dei, Machaut

Partes da missa
Intróito: parte do próprio, cantochão em uníssono.
Kyrie: parte do ordinário, polifonia cantus firmus .
Gloria: parte do ordinário, polifonia silábica.
Gradual: parte do próprio, cantochão em uníssono.
Aleluia: parte do próprio, cantochão em uníssono.
Credo: parte do ordinário, polifonia silábica.
Ofertório: parte do próprio, cantochão em uníssono.
Prefácio: parte do próprio, cantochão em uníssono.
Sanctus: parte do ordinário, polifonia cantus firmus .
Agnus Dei: parte do ordinário, polifonia cantus firmus . (exemplo acima)
Comunhão: parte do próprio, cantochão em uníssono.
Ite, missa est: parte do ordinário, cantochão em uníssono.

Cronologia



1300 - nascimento de Guillaume de Machaut.
1323 - entra a serviço de João de Luxemburgo, rei da Boêmia.
1330 - nomeado cônego de Verdun.
1332 - nomeado cônego de Arras.
1333 - nomeado cônego de Reims.
1337 - nomeado cônego de Reims (segunda vez).
1346 - morte do rei João de Luxemburgo na batalha de Crécy .
1357 - escreve Confort d'Ami, poema dedicado a Carlo de Navarra.
1359 - defende Reims do ataque de Eduardo III.
1362 - apaixona-se por Pérrone d'Armentiers.
1363 - compõe a Missa de Notre Dame.
1370 - compõe La prise d'Alexandrie, crônica inspirada numa cruzada de Pierre de Lusignan.
1377 - morte de Machaut.



Transição ao Renascimento (1400-1450)

John Dunstable
Ou Dunstaple ( Dunstable , Bedfordshire , c. 1390 Londres , 24 de dezembro de 1453 ) foi o primeiro grande músico inglês ( século XV ).
Nascido numa o mais provável que seja por volta de 1390, pouco se sabe sobre sua vida. Além de músico, foi matemático e astrólogo. Dunstable esteve a serviço do duque de Bedford entre 1422 e 1435, durante sua regência sobre a França , morando lá por muitos anos. Há controvérsias ser ele ou não John Dustavylle, relacionado à Catedral de Hereford entre 1419 a 1440. Serviu ainda Joana de Navarra, segunda mulher de Henrique IV . John Dunstable morre no dia 24 de dezembro de 1453.

span >Obra

Responsável pela renovação harmônica na música, ao empregar sistematicamente tríades com terças e sextas no tratamento polifônico de suas obras. Este estilo, também conhecido como o falso bordão inglês seria o prenúncio da riqueza melódica presente em todo o renascimento. Apesar da sua música carregar características medievais, como o isorritmo e textos diferentes nas vozes, Dunstable é considerado o primeiro compositor renascentista. Dunstable foi também o primeiro compositor que se conhece que teve a preocupação de preparar as dissonâncias, isto é, a música era conduzida até elas, não eram mais uma ocorrência aleatória. Foi a principal influência de músicos como Leonel Power , seu contemporâneo, com quem divide os créditos pela primeira missa feita baseadas em apenas um cantus firmus , o que lhe dava um caráter cíclico, ligando toda a obra, Guillaume Dufay e Gilles de Bins Binchois , posteriores a ele. Entre suas obras estão missas , motetos e chansons . Apesar de várias obras suas em italiano, é incerta sua autoria sobre a música Rosa bela, um dos mais belos exemplos do período.



Guillaume Dufay
5 de agosto de 1397 , Beersel , atual Bélgica 27 de novembro de 1474 , Cambrai , Bélgica, foi um compositor franco-flamengo, considerado o maior músico da primeira metade do século XV e um dos nomes mais importantes do período de transição da música medieval para a renascentista . Seu modelo de missa polifônica, baseada no Cantus firmus, teve grande aceitação entre os músicos até o final do século XVI .

Vida
Entrou para o serviço de Carlos Malatesta , senhor de Rimini , depois de ter aprendido música como menino do coro da catedral de sua cidade natal. Depois, foi chantre da capela pontifícia em Roma , Florença e Bolonha (1435-1437), além de músico do duque de Sabóia (1434-1535 e 1437-1444). Há indícios de que a partir de 1445 , teria fixado em Cambrai a sua residência principal, fazendo, no entanto, numerosas, embora breves, viagens, principalmente às cortes de Borgonha e Sabóia, a Turim e a Besançon, no Bourbonnais.
A sua celebridade foi então considerável, e a sua autoridade musical exerceu uma influência benéfica sobre uma grande parte da Europa. F oi cantor do duque de Borgonha, cônego em Tournai, Bruges, Lausanne, Mons e, sobretudo, a partir de 1435, em Cambrai (França).

Obra
Homem de grande cultura, durante suas numerosas viagens, assimilaou técnicas francesa, inglesa e italiana, para delas fazer uma síntese surpreendente. Criou o modelo perfeito da missa polifônica construída sobre um Cantus firmus (tema litúrgico ou profano que serve de base e fio condutor a toda composição), modelo cuja fecundidade se manifestou até o final do século XVI.
Escreveu 9 missas (entre as quais Se la face ay pale, L'Homme armé caput, Ecce ancilla domini, Ave Regina coelorum) 35 fragmentos de missas, 5 Magnificat , cerca de 80 motetos e hinos (sagrados ou profanos), 75 canções francesas.



Dufay : Missa l'homme armé

Johannes Ockeghem

Dendermonde , Bélgica , c. 1420 - ‼/font> Tours , França , 6 de fevereiro de 1497
Por muitas vezes apresentado como o mais importante compositor da segunda geração da Escola Franco-flamenga , na segunda metade do século XV . Foi cantor em Antuérpia até 1443 e em 1445 entrou ao serviço da corte francesa, onde trabalhou até ao fim da vida.
As gerações de compositores franco-flamengos foram fruto do período de hegemonia de um estilo musical internacionalizante, que reuniu, no final da Idade Média , por força do melhoramento das vias de comunicação, os conhecimentos musicais das várias regiões da Europa ocidental . Os mais importantes conhecimentos assimilados vieram de França , com o sistema rítmico de Philippe de Vitry , de Inglaterra , com a utilização da sonoridade do faux-bourdon (utilização das consonâncias imperfeitas de intervalos de 3ª e 6ª), e de Itália , donde emergiu uma nova consciência melódica.

Escreveu 13 missas e algumas outras incompletas, entre elas o primeiro Requiem polifónico da História da Música e a Missa Prolationum . A Missa foi a forma musical por excelência no século XV e foi nela que os compositores mostraram as suas habilidades técnicas. Tornou-se também uma forma musical completamente coesa, onde as várias secções apresentam elementos de origem comum. Entre as técnicas de unificação estava a utilização do moto (motivo melódico que é apresentado no início de cada rubrica) e a utilização de um tenor criado para o efeito ou preexistente, em geral parafraseado da música de tradição oral profana ou do Canto Gregoriano , colocado numa das vozes da polifonia, em valores aumentados.

fonte: Wikipédia
Adapt.: Marcus Gerhard.




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A Idade Média ou Idade Medieval foi um um período intermédio numa divisão esquemática da História da Europa em quatro "eras", a saber: a Idade Antiga , a Idade Média', a Idade Moderna e a Idade Contemporânea .
Principalmente a partir do século V , os pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, com o intuito de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Desse modo a Filosofia , que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos , passou a receber influências da cultura judaica e cristã .
É o termo dado à música típica do período da Idade Média durante a História da Música ocidental européia . Esta Era iniciou com a queda do Império Romano e terminou aproximadamente no meio do Século XV . Determinar o fim da Era medieval e o início da Renascença pode ser arbitrário; aqui, para fins do estudo de Música, vamos considerar o ano de 1401 , o início do Século XV.

Melodia gregoriana
A rápida expansão do cristianismo exige um maior rigor do Vaticano , que unifica a prática litúrgica romana no século VI . O papa Gregório I (São Gregório, o Magno) institucionaliza o canto gregoriano que se torna modelo para a Europa católica. o canto gregoriano parte de um modelo de canto já usado que era o canto chão. A notação musical sofre transformações, e os neumas (primeira forma de notação musical) são substituídos pelo sistema de notação com linhas .


Cantochão
um tipo de música muito simples: sem acompanhamento na sua primeira fase, apenas uma melodia, ritmo irregular. As melodias, dificilmente saiam de uma oitava e seus intervalos eram sem salto, eram pequenos, questões de quinta e quarta.É o tipo de música que servia para cantos dos sacerdotes (tão somente homens) da igreja, que até então eram os únicos a executarem tarefas litúrgicas.

Música polifônica
Os sistemas de notação impulsionam a música polifônica, já em prática na época como a música enchiriades, descrita em tratado musical do século IX , que introduz o canto paralelo em quintas (dó-sol), quartas (dó-fá) e oitavas (dó-dó). É designado organum paralelo no estilo homofônico, ou seja duas vozes cantam notas diferentes ao mesmo tempo, paralelamente, e no século XII cede espaço ao organum polifônico, no qual as vozes não são mais paralelas, mas sim independentes umas das outras. O Organum é a evolução do cantochão. Os compositores passaram a ornamentar mais as suas músicas usando mais de uma linha melódica dando origem ao organum:

-> Organum Paralelo: Era acrescentado uma linha melódica, a vox organalis (voz organal)duplicava a vox principalis (voz principal, que conservava o cantochão) em intervalos de quartas ou quintas.
-> Organum Livre: a vox organalis começou a se libertar da vox principalis, deixou de copiá-la diferenciando-se apenas com quintas ou quartas e passou a abaixar enquanto a voz principal se elevava (movimento contrário), conservava-se fixa enquanto a voz principal se movia (movimento oblíquo), seguia a mesma direção da voz principal mas não exatamente pelo mesmo intervalo (movimento direto). Mas o estilo de nota contra nota (enquanto uma voz canta em semínima a outra também em semínima...) continuava.
-> Organum melismático: o estilo nota contra nota foi abandoado. Uma melisma é quando uma sílaba é cantada por um grupo de notas, por isso Organum Melismático.

Ars Nova
Nome dado ao estilo musical polifônico produzido no século XIV, na França e na Itália , em contraposição à ars antiqua , como passa a ser denominado o estilo polifônico dos séculos anteriores ( ver organum ). Ars Nova, em latim, significa técnica nova . c aracteriza-se como uma música "dura" aos nossos ouvidos, constituindo-se de tríades incompletas (sem a terça), utilização de movimentos paralelos de quartas, quintas e oitava. Os compositores utilizavam ainda o cantus firmus como base de suas músicas, mas agora formando um grande desenho rítmico que se repetia por toda a peça ( isorritmo ).
Ars antiqua
foi o nome dado à música produzida principalmente na França entre os séculos IX e XIII, pelos compositores da então chamada ars nova . Tem como principal forma musical o organum , e como maiores representantes os compositores da Escola de Notre Dame ( Schola Cantorum ), em Paris . A ars antiqua representa o início da polifonia na música ocidental.
Ars subtilior ( Arte mais sutil )
foi um estilo musical do final do século XIV caracterizado por complexidades de ritmo , harmonia e notação , desenvolvido nos centros de Paris , Avinhão , sul da França , norte da Espanha , alguns pontos da Itália e Chipre .
A produção da Ars subtilior é altamente refinada, complexa e difícil de executar, e provavelmente circulava em ambientes de especialistas e connoisseurs . Tratava de temas profanos em sua grande maioria, como o amor, cavalaria, guerra e elogios a personalidades da época. Por sua técnica avançada constituía a vanguarda da época, e muitas vezes por suas abstrações formais e singularidades técnicas esta escola é comparada com a produção contemporânea de música experimental.
O centro inicial de difusão foi Avinhão, nesta época sede do papado. Dali se irradiou para Paris, penetrou na Espanha e atingiu Chipre, que era um centro diretamente influenciado pela França. Mais tarde o estilo chegou à Itália e também produziu alguns frutos.
Floreios mais complexos na parte do contratenor e significativa unidade motívica e tonal são encontrados nas obras de Matheus de Sancto Johanne , Goscalch , Jehan Simon Hasprois e Olivier . O rompimento definitivo como os modelos de Machaut, com deslocamentos de notas longas e de seqüências de notas, veio com as peças de Egidius , Johannes de Alte Curie , Philippus de Caserta e Trebor .
O grupo mais tardio, representado por Jacob Senleches , Rodericus e Magister Zacharia , usou maiores complexidades de ritmo e uma organização baseada em proporções matemáticas, trabalhando já com a forma do moteto .
Muitas vezes as partituras eram desenhadas em formas inusitadas, como em forma de coração no caso do rondeau Belle, bonne, sage de Baude Cordier , ou em forma de harpa na peça La harpe de melodie, de Jacob Senleches, ou da partitura circular também de Cordier Tout par Compas, e este apelo visual fazia parte do abstrato refinamento da música subjacente. As obras da Ars subtilior são encontradas em sua maioria em duas fontes principais, o Codex de Chantilly e o Codex de Módena .

Bardo
Um bardo, na história antiga da Europa , era uma pessoa encarregada de trasmitir as histórias , as lendas e poemas de forma oral, cantando a história de seus povos em poemas recitados. Era simultaneamente músico e poeta e, mais tarde, seria designado de trovador . É a principal raiz da música tradicional irlandesa .
Moteto
Um gênero musical polifônico surgido no século XII , onde, inicialmente, usavam-se textos distintos para cada voz. Dessa característica vem a origem do termo, derivado de mot, palavra, em francês.
Durante a ars nova , o moteto será dotado de isorritmia no tenor e, algumas vezes, nas vozes superiores, culminando, com Guillaume Dufay , na maior expressão desse tipo. A partir de então, essa forma isorrítmica cairá em desuso. À partir desse período (c. 1420), volta-se a utilizar textos religiosos na sua composição. O desenvolvimento do moteto passa então a se concentrar na chamada escola franco-flamenga, consolidando-se como nova forma no século XVI. Nessa época, o moteto será um contraponto feito sobre um texto religioso. O tenor ainda terá um cantus firmus como melodia, só que agora vindo de canções populares ou compostas pelo próprio autor. Foi acrescentada, ainda, uma linha melódica com a tessitura abaixo da do tenor, chamada baixo . Terá aí seu apogeu, sendo a principal forma e a mais utilizada. São representantes dessa época Palestrina , Lasso e Victoria . Fecha-se o ciclo, aqui, da composição de motetos modais.
Tropo
Do grego τρόπος ou trópos, do verbo trépo, "girar", é uma figura de linguagem onde ocorre uma mudança de significado, seja interna (em nível do pensamento) ou externa (em nível da palavra). No primeiro caso e quando ocorre apenas uma associação de idéias, dá-se o nome de perífrase ; se a associação de idéias é de caráter comparativo, produz-se uma metáfora , que é o tropo por excelência.
Na música grega , indicava a altura baseada na oitava média das vozes e que dava forma ao elemento principal da estrutura musical. Na música medieval , significava a ampliação do canto litúrgico através da inserção de textos curtos que facilitavam a memorização da música e que deram origem ao drama musical a partir do século IX .
Saltério
O Saltério é um instrumento de cordas de origem medieval , possuindo um variado número de cordas montadas sobre uma caixa acústica de madeira. Ele pode ser tocado com o dedo (como uma lira ), percutido com baquetas e tangido com o arco que acompanham o instrumento.

Rondó
O rondó é uma forma de composição musical seccionada, estruturada a partir de um tema principal e vários temas secundários (normalmente dois ou três), sempre intercalados pela repetição do tema principal. Surgida na Idade Média , foi largamente adotada a partir do Classicismo no último movimento das sonatas e das sinfonias .
O termo "rondó" pode ainda designar um gênero literário, constituído da mesma estrutura.


Neumas
são os elementos básicos do sistema de notação musical antes da invenção da notação de pautas de cinco linhas.A notação musical começou por surgir primeiro com a função de auxiliar a memória de quem cantava e só mais tarde se tornou cada vez mais precisa. Primeiramente, eram colocadas pequenas marcas junto das palavras indicando o tipo de movimento sonoro a cantar. Essas marcas chamavam-se neumas e dividiam-se em dois grupos:
virga , quando o movimento musical era ascendente, tractulus , quando o movimento musical era descendente. o raramente usado gravis quando era muito descendente, e o punctum , utilizado muitas vezes no meio de neumas menos simples como o os de dois sons( podatus e clivis ) e de três ou mais sons ( torculus, porrectus, scandicus e climacus ).

Existiam também algumas alterações aos neumas, como o subpunctis, o resupinus, e o flexus . Existiam também vários sinais de pequenas alterações rítmicas, melódicas, ou interpretativas, assinaladas com letras. Neste sistema, o cantor tinha de conhecer previamente as músicas. Mais tarde, foram sendo implantadas linhas, no sistema musical, até chegar a um conjunto de quatro. Esta forma musical foi muito utilizada na Idade Média . Só mais tarde foram implantadas cinco linhas.

Música Ficta (do latim, música falsa ou simulada; sinônimo de falsa mutatio, coniuncta ) referia-se a alterações cromáticas , não notadas na partitura, que deveriam ser realizadas pelo executante.
Estes termos foram usados por teóricos do fim do século XII até o século XVI, a princípio, em oposição a "musica recta" ou "musica vera", para designar extensões falsas do sistema de hexacordes contidas na chamada Mão Guidoniana (em homenagem ao teórico Guido d'Arezzo ).
No uso moderno, o termo musica ficta é largamente aplicado a todas as inflexões não-notadas, inferidas de um contexto, para acidentes sugeridos por editores ou "performers" . Editores costumam colocar acidentes, como sugestão aos executantes, acima das notas afetadas, ou entre parênteses ou em tamanho pequeno, para distingui-los dos que originalmente constam dos manuscritos.
Tratava-se de notas fora do sistema diatônico modal usado numa determinada peça, e empregadas para evitar intervalos harmônicos ou melódicos desagradáveis (por exemplo, o trítono "diabolus in musica"). Um exemplo seria o uso de um Si-natural em vez de um Si-bemol, com objetivo de evitar um trítono formado com um Fá em outra voz. Em transcrições modernas da música medieval e renascentista , essas notas eram quase sempre indicadas com acidentes , uma vez que os cantores modernos não poderiam, possivelmente, receber o tipo de treinamento dado aos cantores daquela época; apenas algumas poucas partes desse treinamento podem ser reconstruídas a partir de fontes fragmentadas e contraditórias.


Flauta reta
As flautas retas englobam as flautas doces (flauta de oito furos, um deles na parte posterior destinado ao polegar) e as flautas de seis furos com agudos feitos através de harmônicos, já que não possuem o furo posterior. É classificado na Idade Média como instrumento de som suave, baixo, diferenciado-se dos instrumentos altos, como as bombardas.

Flauta transversal
Presente em Bizâncio pelo menos desde o século XI, é pela primeira vez representada no manuscrito d’Herrade de Landsberg. Os estudiosos dos instrumentos do período estão de acordo em afirmar que a flauta transversal, bem como as flautas retas, tinham formato cilíndrico.

Cornamusa
Instrumento de sopro que consiste de um chalumeau melódico dotado de palheta dupla e inserido em um reservatório de pele hermético (odre ou saco). O ar entra no odre através de um tubo superior, com uma válvula para impedir o seu retorno. Na Idade Média este instrumento podia ou não ter um bordão.


Viela de arco
Os instrumentos de cordas friccionadas da Idade Média, chamados vièle, fiddle, giga, lira, começaram a ser utilizados no século X, quando o arco surge na Europa (introduzido provavelmente pelos árabes). A viela de arco pode ter formas bastante diversas e apresenta normalmente de três a cinco cordas. Pode ser tocada apoiada no ombro ou no joelho.

Viela de roda
Ou symphonia . É uma espécie de viela em que o arco é substituído por uma roda, que fricciona as cordas sob a ação de uma manivela. As cordas são encurtadas não diretamente pelos dedos, mas através de um teclado. Este instrumento pertence ao folclore desde o século XVII.

Alaúde
Na forma que a Renascença tornou famosa, só foi introduzido na Europa no século XII, pelos mouros, com seu nome árabe (al’ud, que se tornou laud na Espanha, depois luth na França). No fim do século XIV, adquiriu aspecto característico com caixa piriforme composta de lados de sicônomoro e o cravelhal recurvado para trás.

Harpa
As harpas são reconhecidas por sua forma aproximadamente triangular e pelas cordas de comprimentos desiguais estendidas num plano perpendicular ao corpo sonoro. As cordas são presas por cravelhas, que podem variar de sete a vinte e cinco. A pequena harpa portátil veio sem dúvida da Irlanda, com a chegada dos monges irlandeses (a harpa é o emblema heráldico deste país).


Percussão
Antes do século XII, praticamente não existiam, a exceção dos jogos de sinos ( cymbala ) empregados nos mosteiros. Só nos séculos XII e XIII aparecem na Europa provenientes provavelmente do Oriente, os tambores de dois couros, o pequeno tambor em armação, que por vezes era dotado de soalhas (pandeiro), címbalos de dedos etc.

Flauta e tambor
taborin (nome dado ao executante). Flauta de três furos tocada com uma das mãos enquanto a outra toca o tambor que é sustentado no ombro ou debaixo do braço pelo mesmo executante. Animava todas as danças e festividades e o seu auge foi entre os séculos XV e XVI. Este instrumento é até hoje presente em algumas tradições no sul da França e no País Basco.


Flauta dupla
Os instrumentos de sopro duplos são conhecidos desde Antigüidade. A flauta dupla foi um instrumento bastante utilizado e desapareceria somente no século XVI.

Rabeca
Instrumento de cordas friccionadas com caixa monóxila, isto é, escavada em uma só peça de madeira. As formas variavam entre as ovais, elípticas ou retangulares. De proporções menores do que a viela de arco tem um som agudo e penetrante.

Organetto
Ou portativo (porque podia ser carregado ou portado pelo executante). Bizâncio foi o primeiro centro de construção de órgãos da Idade Média. Na figura ao lado temos uma representação do instrumentista tocando o fole com a mão esquerda, enquanto a direita executa a peça no teclado.

Principais compositores:

Canto gregoriano , organum (476-1150)
Hildegarda de Birgen
Hildegarda de Bingen ou Hildegard von Bingen ( 16 de Setembro em Bermersheim perto de Alzey 1098 - 17 de Setembro 1179 ) foi uma mística, filósofa, compositora e escritora alemã, abadessa de Rupertsberg em Bingen .
Autora de várias obras musicais de temas religiosos incluindo Ordo Virtutis, uma espécie de ópera que relata um diálogo de um grupo de freiras com Deus. Alegava ter visões inspiradas por Deus, que o próprio a incentivou a escrever em livros. Tornou-se numa figura espiritual reconhecida à qual papas, reis, eclesiásticos e figuras dignatárias se voltavam para conselhos. A sua influência foi sentida por toda a Europa medieval. A Igreja Anglicana a reconhece como santa. É considerada a padroeira dos lingüistas.

Ars antiqua , organum (1150-1300)

Leoni
Leonin, ou Leoninus ( Paris , c. 1135 1201 ), foi um compositor francês . Mestre de capela da igreja de Bienheureuse-Vierge-Marie (que em breve, viria a ser a catedral de Notre-Dame ), primeiro grande representante da Escola de Notre Dame, era considerado o melhor compositor de organa do seu tempo.
Não foi encontrado qualquer documento que pudesse estabelecer a sua biografia, nem qualquer manuscrito que lhe pudesse ser atribuído com certeza. A paternidade do Magnus liber organi (que lhe é atribuída por um autor inglês do século XIII ) é ainda discutida; por outro lado, esta obra só é conhecida sob a forma de cópias um pouco mais tardias. Magnus liber organi de gradali et antiphonarii pro servitio divino multiplicando (c.1160-1180) foi revisto e completado por seu sucessor Perotin : mais de 80 organa a 2 vozes, onde ora a melodia do cantochão se apresenta em valores muito longos com a segunda voz sobreposta aos seus arabescos , ora as duas vozes se deslocam nota contra nota.

Perotin
(c. 1160 Paris , c. 1236 ) foi um compositor nascido na França .
Não se possui quaisquer informações biográficas acerca deste músico genial. Sabe-se apenas que esteve ligado à nova Catedral de Notre-Dame de Paris (cuja construção viu ser acabada) na qualidade de compositor de organa : desempenhou, portanto, funções análogas às de mestre de capela, entre 1180 e 1230 , aproximadamente.
À volta de Perotin e de seu predecessor, Leonin , devem ter gravitado numerosos alunos anônimos, de que foram encontrados algumas obras e que são designados pelo nome genérico de Escola de Notre-Dame.
Estes músicos cultivaram os gêneros do organum, do moteto e de conduit (forma mais rudimentar onde o tenor é, geralmente, uma melodia profana e todas as partes, menos o triplum, em estilo silábico). Mas só se puderam atribuir, com certeza, a Perotin, 4 organas e 4 conduits.

Adam de la Halle
( Arras , c. 1237 - Ao Norte de Paris França , entre 1285 e 1288 ),
também conhecido como Adam le Bossu, foi um poeta , músico , trovador e teatrólogo francês . Foi também o primeiro músico francês a viajar para a Itália.
Ars nova , ars subtilior (1300-1450)
Philippe de Vitry
( 31 de outubro de 1291 9 de junho de 1361 ) foi um compositor , teorista de música e poeta francês . P ioneiro da Ars Nova (Tecnica Nova) francesa e uma das figuras de proa da música européia da Idade Média .
Teórico e compositor. Participou na Sorbonne, em Paris e foi ordenado um diácono; Cambrai, Clermont, St. Quentin, e noutros locais, e foi cânone de Soissons e Arcebispo de Brie. De 1346 a 1350 ele foi contratado por Jean Duque de Normandia, permanecendo em seu serviço quando o duque se tornou rei em 1350. Papa Clement VI o nomeou bispo de Meaux, em 1351.
Era conhecido em sua vida como poeta e compositor, apesar de poucas poesia, e sobreviver de apenas um punhado de motetos; Alguns de seus primeiros motetos começaram a aaparecer em Roma de Fauvel.Sua fama cabe principalmente ao seu tratado Ars Nova, que estabeleceu uma nova teoria de mensurável notação.
Em seu tratado, ele reconhece a existência de cinco valores de nota (dupla Longa, Longa, curta, semibreve, e mínima), codifica um sistema de binário, assim como ternário mensurando em quatro níveis (maxmodos, modos, tempos, prolatio), e introduz quatro assinaturas de tempo. Também discute o uso de notas vermelhas para sinalizar as duas mudanças de significado e desvios indiciando um cantus firmus original.
Sua Ars Novas foi transmitidos em quatro manuscritos, que aparecem para representar o trabalho do Vitry, tal como formulada pelos seus discípulos; apenas os últimos dez dos seus vinte e quatro capítulos são originais.

Guillaume de Machaut
(D iocese de Reims , 1300 1377 ), também chamado Guilherme de Machado, foi um compositor e poeta francês do século XIV , principal expoente da chamada ars nova na música .
Estudou em Paris alguns anos, aprendendo o que tinha de mais novo em termos de composição que havia na épóca. Uma bula do papa Bento XII , datada de 1335, dá conta do tempo em que Machaut passou a serviço do rei João de Luxemburgo , da Boêmia, como secretário, clericus elimosinarius e amigo. Machaut serviria o rei por vinte anos, de 1323 a 1346, tempo em que teve a oportunidade de viajar o mundo europeu através das campanhas militares que acompanhava. Com a morte do rei em 1346 na batalha de Crécy, serviu então a sua filha, Bonne de Luxemburgo, e também a Carlos, o Mau, rei de Navarra e o duque de Berry. Sua reputação, a essa época, era a de um dos maiores compositores e poetas do seu tempo. Em 1359 defende Reims do ataque de Eduardo III , em cerca de 1362, apaixona-se pela jovem de 19 anos, Péronne d'Armentiers, para quem escreve Dit du Vergier .
Obra:
Machaut começa compondo no estilo do século passado ( ars antiqua ), mas logo adapta as inovações propostas por Adam de la Halle em sua obra. Foi com a teorização da ars nova por Philippe de Vitry que seu estilo foi formado em definitivo. Machaut aplica o isorritmo, seguindo piamente as regras propostas por Vitry, como a utilização do compasso binário . Seu estilo é marcado por uma grande riqueza rítmica. Machaut é o impulsionador da música dos séculos vindouros, com uma crescente conscientização do papel das cadências na finalização frasal. Ele compôs músicas seculares para seus poemas, normalmente, em estilo monofônico . Ma fin est mon commencement é um dos cânones mais representativos de seu gênio, onde o título esclarece sua construção.
Músicas: Missa de Notre Dame, cerca de 300 motetos, Hoquetus David, hoqueto duplo, cerca de 200 baladas , cerca de 200 rondós , cerca de 200 virelais , 19 lais , 1 complainte, 1 chanson royal.


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